segunda-feira, 3 de maio de 2010

Fica Comigo




Me tocas Señor


Siento tu presencia en mí

Llena mi vida entera

No le temo a la soledad

Y los enemigos con su luz pierde intensidad

¿Sabes cómo el deseo

Tu me acaba de

Y todos los días tu amor es el principio y el fin

Ninguna otra cosa parece terminar

Bebo que el amor apasionadamente

Y mi boca se absorbe el delicioso sabor

De vivir sólo para ti

¿Son los alimentos

La bebida alcohólica

El banquete inolvidable

domingo, 2 de maio de 2010

In solitude comes to the surface
All the pettiness that we
Introduce themselves appear clearly,
All the evil in is clear.
We found our own misery,
Our profound weakness,
Our utter helplessness.

Carthusian Monks

sábado, 1 de maio de 2010

O Cristão e o Egocentrismo

A principal característica da vida cristã deve ser o amor.O amor é o único sentimento que edifica a vida cristã e que a torna parecida com a vida de Cristo.Deve ser o elemento predominante e preponderante em nossas vidas, em nossa conduta(com os outros) e em nossa experiência.Obviamente não temos nenhum amor em nós sem o amor de Deus.O amor é também o único motivo verdadeiro para a obra e para a atividade na vida cristã, de salvar vidas.

O tema assume maior importância por causa da ênfase contemporânea no amor-próprio como sendo a base de uma vida psicológica, e até mesmo social, sadia.Também porque o ensino cristão de auto-negação e auto-ódio tem sido atacado por promover muitos dos problemas psicológicos e sociais de hoje.Mas, no coração da ética cristã está o fato de que ao cristão é ordenado: "Ama teu próximo como a ti mesmo."

Os pontos de vista sobre o amor-próprio podem ser classificados como:o amor-próprio por causa de si mesmo; o amor-próprio por causa dos outros e o amor-próprio por causa de Deus.Em cada caso veremos que há concordância acerca da necessidade do amor-próprio, só que é diferente a razão pelo amor-próprio.Amar-se a si mesmo por causa de si mesmo é egoista; amar-se a si mesmo por causa de Deus pode ser chamado altruísta.

Segundo Paul Tillich(Ultimate Concern, págs.62,63) "O tipo apropriado de amor-próprio a si mesmo como uma criatura de Deus, como um participante do ser", difere do que ele chama de amor-próprio "desordenado", como sendo aquilo que chamaríamos hoje de egoísmo.

Jesus Cristo antecipou e aceitou "por amor" a própria morte na cruz, transformando-a assim no dom de si, aquele dom que nos dá vida, nos liberta e salva.

Por conseguinte, a sua ressurreiçaõ foi como que uma explosão de luz, "uma explosão do amor" que desata as cadeias do pecado e da morte.Ela inaugurou uma nova dimensão da vida e da realidade, da qual sobressai um mundo novo, o transforma e o atrai a si.Tudo isso acontece concretamente através do testemunho da Igreja; aliás, a própria Igreja constitui as primícias desta transformação, que é obra de Deus e não nossa.Ela chega até nós mediante a fé e o sacramento do Batismo, que é realmente morte e ressurreição, renascimento, transformação numa vida nova.É aquilo que revela Paulo na carta aos Gálatas:"Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim"(2:20).Assim mudou a nossa identidade essencial, através do Batismo, e nós continuamos a existir somente nesta mudança.Somos privados dos nossos próprios "eus" que são inseridos em novos sujeitos, maiores, em que os "eus" existem novamente, mas trasnformados, abertos, mediante a inserção no outro, em quem adquire o seu novo espaço de existência.Assim, tornamo-nos "um só em Cristo"(Gl 3:28), um único sujeito novo, e o nosso "eu" é liberado do seu isolamento."Eu, mas já não eu"; esta é a fórmula da existência cristã, fundada no Batismo, a fórmula da ressurreição dentro do tempo, a fórmula da novidade cristã chamada a transformar o mundo.